Verão sem tom
E de paixões, apenas me sobraram as nuvens e o pôr-do-sol.

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13/12/2011 @ 18:53 com 7 notes
“Coração não é tão simples quanto pensa…” A menina cantarolava pulando de pedra em pedra pela calçada. O estrago feito em seus olhos, a madrugada cintilando nas lágrimas. A menina calçava sapatos baixos, e com o corpo encurvado pelo peso do desalento aparentava ser não apenas pequena mas, polegar. Pelo ar procurava por um encanto perdido por alguma fada ou um perfume novo - desses que viaja com a brisa. Esperava por algo que a alegrasse e em cada portão chamava por um novo amor. 
Na luz da tarde, a menina dos olhos cansados implorava às borboletas que lhe emprestassem suas asas para procurar seu amado - e ainda de queda conseguir escapulir da saudade. Mas então a menina - que não possuía leves asas para alçar vôo - apenas cantava para espantar a tristeza. Pessoas são difíceis de esquecer, e para aquela menina tão pequena, parecia ainda pior. Aquele que havia lhe conquistado era dono de um nome doce e de uma voz de mel, ele era daquelas pessoas de tipo bem conhecido, que nos encantam e depois nos cegam.
A menina, pobrezinha, parava pessoas na rua, no parque e onde quer que fosse para lhes contar sua tal história; “Apaixonei-me por uma andorinha e quando fiquei deslumbrada por seus encantos, estabaquei-me no chão. Aquela arvore havia crescido demais e eu nem notara. Soltei um sibilo desafinado pedindo por ajuda, mas cá estou toda roxa e ralada. E minha andorinha, onde estavas? A andorinha voou, foi fazer verão em outro lugar. E eu, pequena menina estabanada e sem asas, não pude lhe acompanhar. Agora minha andorinha canta para outro ouvido”.
Marcia Pleczak

“Coração não é tão simples quanto pensa…” A menina cantarolava pulando de pedra em pedra pela calçada. O estrago feito em seus olhos, a madrugada cintilando nas lágrimas. A menina calçava sapatos baixos, e com o corpo encurvado pelo peso do desalento aparentava ser não apenas pequena mas, polegar. Pelo ar procurava por um encanto perdido por alguma fada ou um perfume novo - desses que viaja com a brisa. Esperava por algo que a alegrasse e em cada portão chamava por um novo amor. 

Na luz da tarde, a menina dos olhos cansados implorava às borboletas que lhe emprestassem suas asas para procurar seu amado - e ainda de queda conseguir escapulir da saudade. Mas então a menina - que não possuía leves asas para alçar vôo - apenas cantava para espantar a tristeza. Pessoas são difíceis de esquecer, e para aquela menina tão pequena, parecia ainda pior. Aquele que havia lhe conquistado era dono de um nome doce e de uma voz de mel, ele era daquelas pessoas de tipo bem conhecido, que nos encantam e depois nos cegam.

A menina, pobrezinha, parava pessoas na rua, no parque e onde quer que fosse para lhes contar sua tal história; “Apaixonei-me por uma andorinha e quando fiquei deslumbrada por seus encantos, estabaquei-me no chão. Aquela arvore havia crescido demais e eu nem notara. Soltei um sibilo desafinado pedindo por ajuda, mas cá estou toda roxa e ralada. E minha andorinha, onde estavas? A andorinha voou, foi fazer verão em outro lugar. E eu, pequena menina estabanada e sem asas, não pude lhe acompanhar. Agora minha andorinha canta para outro ouvido”.

Marcia Pleczak

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