Verão sem tom
E de paixões, apenas me sobraram as nuvens e o pôr-do-sol.

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10/05/2013 @ 22:32
com 8,685 notes

Eu não preciso chorar para mostrar que estou triste. Nem gritar para dizer que sinto dor. Muito menos sorrir para Deus e o mundo para provar que sou feliz. Não preciso aparentar para ser, demonstrar para estar. Meu mundo acontece aqui dentro. E ele não é menor ou maior que o seu: é simplesmente o meu. Ele é meu com todas as letras, ele é meu em cada palavra, com todos os silêncios, com todos os incêndios. Eu ouvi meu choro, eu escutei meu grito, eu senti minha dor e eu gargalhei em paz sem precisar invadir o seu mundo com coisas tão minhas, com coisas tão lindas, com coisas tão findas que se repetem infinitamente: aqui dentro. — Eu me chamo Antônio.  



10/05/2013 @ 22:31
com 91 notes

 

Morrer de amor  não é difícil, não.
Se atirar do edifício.
Viver de amor é que é difícil,
Se atirar.

(Zeca Baleiro)



10/05/2013 @ 22:30
com 93 notes

E quando alguém lhe disser sobre o céu, ao menos lembra que um dia, eu também fui infinito.

10/05/2013 @ 22:29
com 8,117 notes

Abri a janela.
Chovia.
Mais em mim do que lá fora. — laís c. 



10/05/2013 @ 22:26
com 99 notes

Eu te murmuro, eu te suspiro. Eu, que soletro teu nome no escuro.



10/05/2013 @ 22:26
com 234 notes

Você causa lágrimas nos meus olhos que não te veem. Rachaduras dos meus lábios que não te beijam. Arrepios na minha pele que você não toca. Consequências irreversíveis. Li certa vez que o amor nos encontra quando estamos distraídos e não há ninguém prestando atenção. Você foi uma tempestade inesperada e mortal. Dano irreparável. Nós somos a enchente. A água que invade os pulmões. Você é um caso sem volta, caminho só de ida para o abismo, e eu vou, eu vou.

G.



10/05/2013 @ 22:23
com 55 notes

meu coração jaz entre teus dedos pálidos 

atire-o onde melhor lhe convir, é teu.

(eu sempre disse que não sei dizer adeus)



10/05/2013 @ 22:21
com 227 notes

Vontade que não cabe no peito. vermelho que não cabe nos olhos. calma que não cabe por dentro e transborda e chora e sara e ama. Dúvida que não cabe na mente, sentimento que se extraí no toque, que desmonta no desejo de poder sentir: a sua pele no frio, o arrepio quando sussurro, o seu suspiro, o seu abraço, os seus dedos marcados de sol lá si dó.



10/05/2013 @ 22:20
com 724 notes
Os teus lábios em flagrante

 

O teu riso, o teu silêncio

Serão meus ainda e sempre.

Chico Buarque

2/05/2013 @ 21:34
com 61 notes

Desalinho: Ainda recordo

ao som das mesmas canções.

Memórias que o coração desperta ao menor sinal das melodias que tua voz guardou em meus ouvidos. Saem mansas. Saem ásperas. Ouço até não poder distinguir as palavras. Tua voz lateja até entorpecer os sentidos. Via-me sã enquanto me chamava de insana entre refrões. Eu  queria doer até parar de sentir, como se a dor fosse uma garrafa de vinho que acaba quando se menos espera. Pensava no teu rosto até, quem sabe, ser incapaz de pensar. Era excesso para deixar de ser.

Você ainda existe nos olhos que se fecham exaustos em cada refrão que me rasga.

G.

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