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Precisa-se de dois para sussurrar

Entrei na chuva para me molhar mesmo. Para tentar lavar meus vícios, para lavar meu sorriso torto. Eu ando tentando esconder minha mania de pedir abraços para não ficar parecendo que eu sou carente demais, mas eu sou. Eu ando tentando não olhar nos olhos dele enquanto falo para não parecer que eu sou apaixonada demais, mas eu sou. Eu ando me escondendo para não parecer estar a procurar do amor, mas eu estou.

3/06/2012 15:24
Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta…
— Engenheiros do Hawaii  

3/06/2012 14:14
A gente não quer só tirar a roupa e partir para o sexo. A gente quer carícia, beijo no pescoço, baixaria, puxada de cabelo, ousadia, proposta indecente. É isso: indecência. Amor e indecência. Não necessariamente nessa ordem.
Clarissa Corrêa. 

3/06/2012 14:00
Ela sorriu.
Seus lábios ocultavam bilhões de segredos.
Orquestrando    

31/05/2012 18:15
Esconda-me amor. Por entre os outonos, dentre os espinhos, atrás das cortinas, dentro dos abraços, na falta dos vazios, na esperança que me anseia, nos seus olhos azuis da cor do Oceano Pacífico. Esconda-me amor. Por entres os lençóis do nosso quarto, atrás das dores, debaixo do cobertor, do lado esquerdo da cama, em cima do sol, dentro das nuvens acinzentadas. Esconda-me amor. Como um pássaro esconde seu filho, como uma mãe protege seu bebê, como uma leoa luta pela sua cria até a morte. Você morre por mim? Consegue perceber minhas fragilidades? Ah amor! esconda-me numa redoma de vidro cujo objetivo seja me resguardar da noites frias, dos ataques a mim que sou tão ínfimo. Amor! me guarde hoje, amanhã e depois para que assim cumpramos nosso ciclo e morramos juntos. Esconda-me dentro de um livro velho, me esconda na nossa casa, me envolve com seus ternos e me deixe lá, deixe. Esconda-me na sua pele, esconda-me nos seus desgrenhados cabelos, esconda-me nos verbos que nos unem…
Igor Pires, esconda-me amor.  

30/05/2012 20:52
Esconda-me amor. Por entre os outonos, dentre os espinhos, atrás das cortinas, dentro dos abraços, na falta dos vazios, na esperança que me anseia, nos seus olhos azuis da cor do Oceano Pacífico. Esconda-me amor. Por entres os lençóis do nosso quarto, atrás das dores, debaixo do cobertor, do lado esquerdo da cama, em cima do sol, dentro das nuvens acinzentadas. Esconda-me amor. Como um pássaro esconde seu filho, como uma mãe protege seu bebê, como uma leoa luta pela sua cria até a morte. Você morre por mim? Consegue perceber minhas fragilidades? Ah amor! esconda-me numa redoma de vidro cujo objetivo seja me resguardar da noites frias, dos ataques a mim que sou tão ínfimo. Amor! me guarde hoje, amanhã e depois para que assim cumpramos nosso ciclo e morramos juntos. Esconda-me dentro de um livro velho, me esconda na nossa casa, me envolve com seus ternos e me deixe lá, deixe. Esconda-me na sua pele, esconda-me nos seus desgrenhados cabelos, esconda-me nos verbos que nos unem…
Igor Pires, esconda-me amor.  

30/05/2012 20:49 Eu já vi brilhar!

Eu já olhei para o céu,
queria pegar uma estrela.
Ainda vou chegar perto delas.
Não posso só vê-las.
Se me deixar observar
me perco no brilho delas.
Quis entender seus mistérios,
o meu fascínio nelas.
Enxergo muito mais além.
Que me apontam um faixo de luz
do dia que está por vir
Quando da terra eu partir
Quero morar com elas
Ou uma estrela poder pegar
Eu sei
ela vai brilhar pra mim.

Poetizei

30/05/2012 20:46
Nem sempre um ama mais que o outro. Quando duas pessoas foram realmente feitas uma para a outra, elas amam igualmente. De modos diferentes, mas, ainda assim, na mesma proporção.
— Os Imortais, Estrela da Noite 

28/05/2012 19:37
Querido,
Quando você chegar, já estarei morta. O pão é de hoje cedo, mas fica bom se você esquentar na frigideira como ensinei. A manteiga está na geladeira.
Dia muito abafado. Ou foram os comprimidos?
Deixei café na garrafa térmica. Pergunte a Pedro o numero do jazigo, pois não me recordo. Espero que amanhã chova. A chuva dá um tom solene nessas ocasiões.
Beijo. O ultimo.
Norma
— Sérgio Fonseca — Bilhete

26/05/2012 22:04
Porta trancada.
Toque a campainha.
Está quebrada?
Tente os fundos.
Conseguiste?
Abra a porta da frente.
Saia!
Agora entre novamente.
— Conquiste-me, Escritora de Araque 

18/05/2012 19:37
As pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos, ou a menina abraça o seu melhor amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem.
— Rita Apoena  



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